A inversão lógica dos direitos civis brasileiros é espantosa. A cada dia, reflito sobre os perigos iminentes de grupos crimosos que tomaram de assalto as instituições públicas. Quanto mais tento entender esse mecanismo, pergunto-me, boquiaberto: até quando iremos ficar parados, escrevendo textinhos na internet, colunas em jornal de circulação restrita, como o Opção, em Goiânia (veja-se o último texto do Zé Maria, Promotoria rasga Estatuto)?
O crime avança espantosamente, e nós, pessoas de bem, sofremo-lo na pele. Durmo assustado. Acordo assustado. A facilidade com que o criminoso atua nas ruas Goiânia é assustadora. Há, entre eles, policiais civis infiltrados, corrompidos por traficantes de drogas. Hoje, o glamur do bandido goiano é ser traficante. E, pasmem!, até carros preferenciais eles têm: Golf ou Audi.
Toda a violência urbana (a rural está quase chegando lá!) tem origem no tráfico de drogas. É muita grana em jogo. A apreensão que a polícia paraguaia fez na semana passada, na fronteira com o Brasil, é a ponta imperceptível do iceberg. Todos os dias, sem exceção, entram, pela fronteira brasileira, armas, drogas, arsenais de guerra.
As Forças Armadas não podem agir, porque os esquerdóides iriam acusá-la de "golpe contra a democracia". A esquerda faz um mal tão grande à nação, que o despertar para ela já pode ser tarde. Despertei faz pouco tempo. Vi o quanto fui nocivo a pessoas humildes, que acreditavam em mim, como centenas de alunos que passaram pelas minhas mãos em mais de 11 anos de sala de aula.
Onde moro, no setor Balneário, há uma gangue de criminosos (traficantes, assaltantes, assassinos), cuja idade varia de 14 a 17 anos. Ou seja: são menores de idade, não sabem o que fazem. Basta que a polícia os aborde, que a frase de efeito é proferida: "sou de menor!". Ai dos policiais que não atenderem a essa ordem!
Há, entre os criminosos, o líder, um tal de Dioninho. Ele perambula pelo bairro, sobre uma motocicleta, conhecida por mobilete, com o rosto de quem sabe de cor e salteado todas as leis hediondas do Estatuto da Criança e do Adolescente, por ser "de menor". A empáfia naquele rosto criminoso atiça, em mim, o mais perturbador dos sentimentos: o ódio. Tenho medo desse sentimento. Ele me ressuscita a ira. Estimula o rancor.
Ainda este ano, vou promover discussões sérias, com pessoas sérias, sobre a possibilidade de criação de um fórum permanente, para que se discutam, todos os dias, a estratégia de bandidos nos bairros, a atuação da polícia civil nos bairros, a atuação da PM nos bairros. Temos de aprender a exigir, estrategicamente, direitos, respeito à nossa dignidade.
O estado de torpor em que se encontra a sociedade brasileira (em especial, a goiana!) deve ser combatido com discussões, estratégia e ação. É só agindo, que seremos respeitados. Se dependermos das instituições públicas (entupidas até a goela pela esquerda!), seremos reféns de uma guerra sem fim, cujos comandantes declarados são o Foro de São Paulo, o PCC, as Farcs, o PT, o PC do B, os sindicados partidarizados e os policiais civis e militares corruptos. Acordemos, meus amigos, enquanto há tempo! Há braços.
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