Acordei meio com a pá virada! Decidi jogar bosta no ventilador. Dar nome aos bois. Delatar os miseráveis. Explodir os mensaleiros. Pôr as asinhas de fora. Mandar ao Inferno os petralheiros. Conduzir, com mãos de ferro, a reforma do Código Penal. Enfim: chutar o pau da barraca!
Acordei, também, com o sorriso no rosto. Com as mãos vazias. Com o GRANDE AMOR no peito. Com a dor do defeito. Com os olhos ensanguentados. Despedaçados. Entregues ao sorriso. Com dor de cotovelo. Meio a meio. Mano a mano. Firulas na voz.
Acordei, depois de um sono breve, com gastrite. O TGO alterado. O TGP condenado. O Gama-GT falido. O fígado à míngua. A Lolita enfurecida. O calor já achincalhado. O suor do medo elevado. E as estalactites da caverna.
Acordei pelado. Trepado. Com a .40 à mão. Lambuzado de fêmea. Atortoado pelo cinema. As narinas pegando fogo. A sensação terrível de estar morto. Muita palavra seca na garganta. Se eu resolver, grito em alto e bom som: MORRI. De raiva de mim (sempre de mim!).
Acordei agora há pouco. Escrevi que estava louco. Decidi que morreria. De agonia. De tétano. De cirrose. Mas o álcool me acolhe de um sentimento que me vilipendia. Porém, gosto de tudo. D'Ela (principalmente d'Ela!). Do GRANDE AMOR. Da delícia de tê-la, absorvê-la, digeri-la, acordá-la. Entrar-lhe, por completo, nas entranhas. Nas vergonhas. Nas genitálias.
Acordei para a vida. Para o sono. Para a dor. Acordei, novamente, para a tortura. Para o sofrimento. Para aquilo que vem de dentro. Para o resto que fica de fora. Acordei, outrossim, porque sempre quis ser assim. Impulsivo. Afoito. Atrapalhado. Amado. Odiado. Destemido. Compulsivo. Alcoólatra. Cirrótico. Atrofiado. Esquisito. Adormecido. E, antes de tudo, APAIXONADO.
quarta-feira, setembro 26, 2012
terça-feira, setembro 25, 2012
LOLITA: O GRANDE AMOR
Em vida, temos de escolher muitas coisas, sobretudo as que mais marcam os nossos caminhos diários. Dos pontos mais evidentes de uma existência, está o GRANDE AMOR. Ele vem de formas variadas, mas ficam de uma forma só: para sempre.
Tenho entrado em conflito cotidiano, pois me vi inteiramente envolvido pelo GRANDE AMOR. Às vezes, penso que pode ser uma coisa simples; depois, vejo que não é. Mas de uma coisa tenho certeza: busco-o assim que acordo, depois que me deito, ao respirar.
Falo do GRANDE AMOR matrimonial. Porque o GRANDE AMOR da minha vida é o meu filho. Falo do GRANDE AMOR sexual, romântico, de sangue, de gozo. Desse GRANDE AMOR que nos arrasta moço, sem ter visto a vida. Falo da Lolita. Só dela.
Recupero a escrita do Blog, em razão de ter visto, em vida, a Lolita. Ela perturba o meu sono. Ela está sempre, quando estou nunca. Ela está agora, quando fico depois. Enfim: ela trança a minha existência de tal maneira que me surpreendo à exaustão com as artimanhas d'Ela. Surpreendo-me com a minha impotência. Tê-la ali parece tão fácil. Esquecê-la é que é difícil.
De uma coisa estou certo: a Lolita entendeu, de uma vez por todas, que a amo. Ela é o GRANDE AMOR da minha vida. Tê-la pode ser uma questão de tempo. Mas é o tempo do Amor, avesso às regras do tempo cronológico. É o tempo da paixão recolhida. Recolhida, diga-se, por ser muito perigoso evidenciá-la. Se bem que, pelo meu temperamento etílico, posso revelar o GRANDE AMOR a qualquer momento.
Trocando em miúdos: a Lolita jamais vai se esquecer de tudo o que lhe disse. Ela verá que o GRANDE AMOR é bem maior do que o Amor que se constrói do dia para a noite. Ele precisa de, pelo menos, 10 anos para se formalizar, chegar à plenitude e, sem mais nem menos, EXPLODIR dentro do peito. Lolita, o GRANDE AMOR da minha vida. É isso.
Tenho entrado em conflito cotidiano, pois me vi inteiramente envolvido pelo GRANDE AMOR. Às vezes, penso que pode ser uma coisa simples; depois, vejo que não é. Mas de uma coisa tenho certeza: busco-o assim que acordo, depois que me deito, ao respirar.
Falo do GRANDE AMOR matrimonial. Porque o GRANDE AMOR da minha vida é o meu filho. Falo do GRANDE AMOR sexual, romântico, de sangue, de gozo. Desse GRANDE AMOR que nos arrasta moço, sem ter visto a vida. Falo da Lolita. Só dela.
Recupero a escrita do Blog, em razão de ter visto, em vida, a Lolita. Ela perturba o meu sono. Ela está sempre, quando estou nunca. Ela está agora, quando fico depois. Enfim: ela trança a minha existência de tal maneira que me surpreendo à exaustão com as artimanhas d'Ela. Surpreendo-me com a minha impotência. Tê-la ali parece tão fácil. Esquecê-la é que é difícil.
De uma coisa estou certo: a Lolita entendeu, de uma vez por todas, que a amo. Ela é o GRANDE AMOR da minha vida. Tê-la pode ser uma questão de tempo. Mas é o tempo do Amor, avesso às regras do tempo cronológico. É o tempo da paixão recolhida. Recolhida, diga-se, por ser muito perigoso evidenciá-la. Se bem que, pelo meu temperamento etílico, posso revelar o GRANDE AMOR a qualquer momento.
Trocando em miúdos: a Lolita jamais vai se esquecer de tudo o que lhe disse. Ela verá que o GRANDE AMOR é bem maior do que o Amor que se constrói do dia para a noite. Ele precisa de, pelo menos, 10 anos para se formalizar, chegar à plenitude e, sem mais nem menos, EXPLODIR dentro do peito. Lolita, o GRANDE AMOR da minha vida. É isso.
terça-feira, setembro 11, 2012
Em breve, lanço o meu prmeiro CD (Movimento Humano)
Acredito que, no mês que vem, faço o lançamento do meu primeiro CD, chamado Movimento Humano. Mesclei samba, bossa-nova, reggae, blues, tango. Há um misto bem bacana. Vou divulgar uma música aqui e conto com a apreciação de todos os que me leem. Grande abraço. Até a próxima!
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