quinta-feira, setembro 28, 2006

Imagem do dia (que bom se houvesse a possibilidade do segundo turno!)




Até domingo, muitas águas vão rolar. Geraldo chegá lá! Com a força do bobo, o Lula ameaça a democracia brasileira!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Dia bom para tornar felizes os meus pares!




Hoje, irei ao Veinho. Ele é dono da chácara, de onde tirei esta foto. Passa um córrego no fundo (Capivara), o verde é dantesco, a vida vívida... Invejo-o, meu querido leitor! vá lá, vale a pena!

Imagem do dia




Parece estranho, mas não é. Começo o dia com o pôr-do-sol. Quem sabe, assim, termino minha existência mais cedo. Hoje. Ir além, para mim, do cotidiano conturbado de Goiânia. É isso. Desfrutem-no! Há braços.

terça-feira, setembro 12, 2006

Modelo de trabalho prático para alunos da Salgado (especial)

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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA
ESPECIALIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA
Prof. Mestre Cleiton dos Santos Pereira
Luziânia, GO, 12 de setembro de 2006.

TRABALHO PRÁTICO DE ESTILÍSTICA



TEMA: Figuras de sintaxe
ASSUNTO: Anacoluto

TEMPO DE PREPARAÇÃO: 8 horas
TEMPO DE EXCUÇÃO: 8 horas
TEMPO DE CORREÇÃO DE TEXTOS: 6 horas
TEMPO DE DISCUSSÃO COM OS ALUNOS: 3 horas
TEMPO DE REVISÃO DETALHADA: 5 horas
TOTAL: 30 horas



Objetivo:

Estimular o raciocínio lógico por meio de construções sintáticas, que ofereçam níveis satisfatórios de produção textual.


Justificativa:

O ensino de análise sintática (em outros tempos, análise lógica) é muito controverso. Questiona-se a eficácia dele. A meu ver, a qualidade da análise depende única e exclusivamente da competência do profissional que se propõe a desenvolver o exercício com conhecimento de causa. Por isso, os objetivos desse tipo de aula só serão atingidos se houver material didático de excelente nível e professor de Português que tenha domínio pleno da matéria.


Metodologia:

Apresentação de teoria; leitura de textos em prosa e em verso; caracterização sintática a partir de transparências; produção discursiva ao término das explicações.



Bibliografia básica:

ARISTÓTELES. Arte retórica e arte poética. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1969.
CAMARA JR, J. Mattoso. Contribuição à estilística da língua portuguesa. 24. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1997.
GOLDSDTEIN, Norma. Versos, sons e ritmos. 7. ed. São Paulo: Ática, 1991.
LAPA, M. Rodrigues. Estilística da língua portuguesa. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
Martins, Nilce Sant”Anna. Introdução à estilística. São Paulo: T. ª Queiroz, 2000.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Estado de torpor

A inversão lógica dos direitos civis brasileiros é espantosa. A cada dia, reflito sobre os perigos iminentes de grupos crimosos que tomaram de assalto as instituições públicas. Quanto mais tento entender esse mecanismo, pergunto-me, boquiaberto: até quando iremos ficar parados, escrevendo textinhos na internet, colunas em jornal de circulação restrita, como o Opção, em Goiânia (veja-se o último texto do Zé Maria, Promotoria rasga Estatuto)?
O crime avança espantosamente, e nós, pessoas de bem, sofremo-lo na pele. Durmo assustado. Acordo assustado. A facilidade com que o criminoso atua nas ruas Goiânia é assustadora. Há, entre eles, policiais civis infiltrados, corrompidos por traficantes de drogas. Hoje, o glamur do bandido goiano é ser traficante. E, pasmem!, até carros preferenciais eles têm: Golf ou Audi.
Toda a violência urbana (a rural está quase chegando lá!) tem origem no tráfico de drogas. É muita grana em jogo. A apreensão que a polícia paraguaia fez na semana passada, na fronteira com o Brasil, é a ponta imperceptível do iceberg. Todos os dias, sem exceção, entram, pela fronteira brasileira, armas, drogas, arsenais de guerra.
As Forças Armadas não podem agir, porque os esquerdóides iriam acusá-la de "golpe contra a democracia". A esquerda faz um mal tão grande à nação, que o despertar para ela já pode ser tarde. Despertei faz pouco tempo. Vi o quanto fui nocivo a pessoas humildes, que acreditavam em mim, como centenas de alunos que passaram pelas minhas mãos em mais de 11 anos de sala de aula.
Onde moro, no setor Balneário, há uma gangue de criminosos (traficantes, assaltantes, assassinos), cuja idade varia de 14 a 17 anos. Ou seja: são menores de idade, não sabem o que fazem. Basta que a polícia os aborde, que a frase de efeito é proferida: "sou de menor!". Ai dos policiais que não atenderem a essa ordem!
Há, entre os criminosos, o líder, um tal de Dioninho. Ele perambula pelo bairro, sobre uma motocicleta, conhecida por mobilete, com o rosto de quem sabe de cor e salteado todas as leis hediondas do Estatuto da Criança e do Adolescente, por ser "de menor". A empáfia naquele rosto criminoso atiça, em mim, o mais perturbador dos sentimentos: o ódio. Tenho medo desse sentimento. Ele me ressuscita a ira. Estimula o rancor.
Ainda este ano, vou promover discussões sérias, com pessoas sérias, sobre a possibilidade de criação de um fórum permanente, para que se discutam, todos os dias, a estratégia de bandidos nos bairros, a atuação da polícia civil nos bairros, a atuação da PM nos bairros. Temos de aprender a exigir, estrategicamente, direitos, respeito à nossa dignidade.
O estado de torpor em que se encontra a sociedade brasileira (em especial, a goiana!) deve ser combatido com discussões, estratégia e ação. É só agindo, que seremos respeitados. Se dependermos das instituições públicas (entupidas até a goela pela esquerda!), seremos reféns de uma guerra sem fim, cujos comandantes declarados são o Foro de São Paulo, o PCC, as Farcs, o PT, o PC do B, os sindicados partidarizados e os policiais civis e militares corruptos. Acordemos, meus amigos, enquanto há tempo! Há braços.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Oração em homenagem aos que ainda crêem na salvação brasileira

Deus, Senhor da Boa Esperança: indigno-me todos os dias em Seu nome.
Sois a palavra exata para o momento preciso.
Nós, os bem-aventurados, ainda não tomamos conta da gravidade por que passa o nosso país.
Dize, Senhor Bom, se podemos acreditar em algo sublime, que traga sossego e paz aos homens de boa vontade!
Renego meus defeitos, para, em Vosso nome, dizer: "Deus tem de existir! Ele precisa existir! Minha esperança depende da existência d´Ele!"
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Meus queridos e amados amigos: apego-me a tudo, só para me encorajar ao enfrentamento. Precisamos nos livrar dos parasitas políticos. Em Goiás, os vagabundos querem vencer à custa de estelionato. Vendem bolsa para tudo: chegou a hora de criarmos o bolsa-cadeia. Temos de enfiá-los lá! Cadeia neles, meus amigos! Evoé. Há braços.
Deixo, com ternura, este belíssimo soneto de Augusto dos Anjos, Amor e Crença. Oxalá!

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Sabes que é Deus? Esse infinito e santo
Ser que preside e rege os outros seres,
Que os encantos e a força dos poderes
Reúne tudo em si, num só encanto?
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Esse mistério eterno e sacrossanto,
Essa sublime adoração do crente,
Esse manto de amor doce e clemente
Que lava as dores e que enxuga o pranto?
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Ah! Se queres saber a sua grandeza
Estende o teu olhar à Natureza,
Fita a cúp'la do Céu santa e infinita!
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Deus é o Templo do Bem. Na altura imensa,
O amor é a hóstia que bendiz a crença,
Ama, pois, crê em Deus e... sê bendita!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Como é fácil escrever poemas

Tenho birra enorme com alguns teóricos das Letras, que insistem em dizer que não é função do professor de Português ensinar o aluno a produzir textos literários. Isso é mentira. Transformo qualquer um em literato do dia para a noite (quem duvidar, que me procure!).
Minha experiência como professor de língua materna e como escritor prova-me, a cada dia, o que nem todo mundo sabe: não existe inspiração; existe, sim, transpiração. Transpirando, escrevemos bem. O hábito determina a qualidade do que se escreve.
Vou provar como é fácil escrever poemas. Peguei a escola literária Simbolismo como modelo. Veja o poema que criei a partir dos traços estilísticos simbolistas. O poema se chama Música (na verdade, um soneto de versos livres). Aliás, musicado pelo compositor José Miguel Rodrigues. Ei-lo:
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"Violões cantam o lirismo celestial,
Os anjos soam no ar as canções bíblicas,
Os místicos sons das toadas líricas
Flamejam o flavo, o fluente, o fluvial.
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Harpas azuis, alvas aliterações,
Eclesiásticas canções do trêmulo clamor,
A virgem-voz evidencia o esplendor
Das sensações, das emoções, das vibrações.
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Sinfonicamente, a vigília dos olhos teus
Acaricia a claustra alma, os sonhos meus
Viabilizam baladas de seu rútilo coração,
....
Música, aclamem na aurora luz dos meus dias!
Com a incontestável candidez que, dos brilhos, fazia
Entorpecer os semitons e tons da Primogênita Canção!"
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Observe que não há nenhum momento de spleen. Qualquer pessoa lúcida, que mantenha a prática da escrita diária, consegue produzir algo parecido. Os poetas não são iluminados. Como todo bom escritor, o que eles se limitam a fazer é pensar, organizar, escrever. Feito isso, caro leitor, você também pode produzir textos diversos. Experimente. É isso. Há braços.

As trilhas da dor

Em frenesi, a narrativa de Bicho de Sete Cabeças traduz a angústia da personagem principal por meio da música



Se conseguiu ou não ser um grande filme, os críticos que se virem (sejam eles especializados ou coisa que os valha!). Só sei que negar a qualidade de Bicho de Sete Cabeças (Brasil, 2000) é dar tiros no escuro.
A diretora Laís Bodanzky conseguiu feito louvável ao misturar narrativa e música, com esta última ditando o ritmo, as seqüências do filme. Direção musical segura de Arnaldo Antunes e André Abujamra, o enredo todo parte das canções para direcionar a trama das personagens. Do início ao fim.
Tem tudo que ver a vida de Neto (Rodrigo Santoro) com os temas musicais. A cada seqüência, um verso diferente, carregado de dramaticidade, cuja descrição lingüística revela os conflitos entre pai e filho, entre amigos, entre ímpetos adolescentes, entre sexo e dor.
A vida em manicômio, não sei se na mesma proporção que se vê no filme, aparece como o caos telúrico profundo. O pai (Othon Bastos) de Neto não o entende; os amigos de Neto não o entendem; a mãe (Cássia Kiss), sim, o entende. Os loucos, no manicômio, não só o entendem, como o reverenciam (o filme é adaptação do livro Canto dos Malditos, de Astregésilo Carrano, personagem real de uma história aterradora).
Assim se constrói Bicho de Sete Cabeças: um filho incompreendido, um pai intolerante, um médico sádico, canastrão e sovina, uma vida usurpada pela incompreensão. Rodrigo Santoro demonstrou muita segurança ao viver o azarado Neto (aliás, o que não faltou foram premiações para o filme no Festival de Brasília; a de melhor ator, entre elas). Azarado, porque não se fazia compreender. Parece muito a incompreensão da personagem Piano, de A enxada (conto antológico do goiano Bernardo Élis): quanto mais se busca resposta para coisas aparentemente simples, mais surgem complicações; e o desfecho, como sempre, não favorável ao protagonista.
Particularmente, não sei se por ser compositor, observo muito a trilha sonora dos filmes. Em Bicho de Sete Cabeças, Arnaldo Antunes mantém a sua performance psicodélica, encaixando cada verso, cada melodia, cada arranjo, aos passos de Neto, em seu árduo caminho de aflição. Nisso, o mérito do filme deve muito à qualidade musical da trilha.
Em toda boa película, há sempre as seqüências mais marcantes. Para mim, as cenas finais de Neto, em provável tentativa de suicídio, não deixam dúvidas quanto à narrativa agonizante que se confunde com a música, revelada diante da direção precisa de Laís Bodanzky. Nesse momento, as lágrimas dificilmente se escondem.
Eu poderia muito bem falar também dos defeitos do filme. Mas não costumo falar mal das coisas de que gosto. Se me emociono, esqueço as partes ruins. Bicho de Sete Cabeças tem problemas também. Mas os omito por pura (ir)responsabilidade. Afinal de contas, todo resenhador é um pouco canalha: enaltece umas coisas; esculhamba outras. Ossos do ofício, meu rei! Há braços.