domingo, setembro 03, 2023

7 TREINAMENTOS INFALÍVEIS PARA UMA REDAÇÃO NOTA 1000

     Neste curso, apresento 7 atividades de escrita que, juntas, dobram a capacidade criadora dos candidatos a uma vaga no Enem. Com experiência de 30 anos de docência, mostro como é fácil escrever bem, contanto que haja treinamento técnico especializado para cada etapa do processo discursivo.

    O curso possui 7 módulos com 14 vídeos de 5 minutos em média. Além do acesso às videoaulas, em grupo fechado do WhatsApp, o candidato receberá, toda semana, material novo relacionado ao conteúdo inicial.

   Por tudo isso, será pago um valor equivalente a uma mensalidade de qualquer cursinho de redação. O investimento financeiro é muito baixo para o nível dos ensinamentos que proponho a você. Dito isso, vamos às informações principais:

 

1-      VALOR: R$ 297,00 no cartão de crédito, boleto bancário ou pix.

2-      DURAÇÃO: as aulas ficarão disponíveis, nos grupos de WhatsApp, até o resultado final do Enem 2023.

3-      LINK PARA PAGAMENTO: será enviado por e-mail.

4- CONFIRMAÇÃO DA MATRÍCULA: envie para cleitonscott@yahoo.com.br o seu nome completo, comprovante de pagamento e o número de celular que será adicionado no grupo de estudo. No máximo em 3 dias úteis, você já terá acesso a todo o material.

quarta-feira, agosto 16, 2023

Afinal de contas: o que significa escrever bem?!

     Em tese, escreve bem quem domina regras de escrita. Mas não é só isso. Há, de igual valor, necessidade de domínio de outras áreas do conhecimento. Num texto, além da parte material (palavras, orações, parágrafos etc.), há a parte de conteúdo (a ideia em si).

    É certo que a leitura de palavras aumenta o repertório de quem redige. É certo, também, que a experiência que temos ao longo da vida (amizades, empregos, viagens, diversão etc.) fornece elementos que tornam o nosso texto mais "maduro". É uma troca de experiências sem fim.

    Geralmente, o texto escrito tem objetivos diferentes. O principal deles, ao que parece, é levar alguém a alcançar o sucesso profissional. Vejam-se os concursos públicos. O peso maior recai sobre a prova de Redação. Não à toa, é a prova que recebe a maior pontuação.

    Mas não necessariamente todo o mundo aprende a escrever apenas para fazer prova em concurso público. Muita gente precisa se expressar na escrita por necessidade profissional: jornalistas, advogados, juízes, assessores políticos etc. Cada um, à sua maneira, busca expressar-se por escrito da melhor forma  possível, de olho sempre na precisão da mensagem, na escolha correta dos termos e orações, ou seja, na assertividade argumentativa.

    Trocando em miúdos: se alguém pretende escrever bem, primeiro precisa da supervisão de um profissional altamente qualificado. Segundo, precisa escrever todos os dias, independentemente do tipo de texto (bilhete amoroso, relatório de empresa, blog, enfim, qualquer tipo de manifestação escrita que seja!). O importante é manter o hábito de escrever todos os dias, mesmo que seja apenas para manifestar opinião em redes sociais. 

quinta-feira, novembro 17, 2022

Bem-vindos de novo!

 Com grata satisfação, informo-lhes que retomei o blog e irei publicar textos novos a cada semana.


Há braços!

quarta-feira, abril 01, 2020

Surpresa!

Tô por aqui de novo!

segunda-feira, julho 23, 2018

EM AGOSTO, AULAS AO VIVO E TEXTOS INÉDITOS SOBRE REDAÇÃO NO ENEM/2018

Fala, galera! Em agosto, começo a publicar postagens em vídeo e em texto escrito aqui no blog e em minhas redes sociais. Farei um apanhado dos pontos principais da Redação do Enem de forma descomplicada, prática e com resultado garantido. Até a véspera da prova propriamente dita, lançarei o meu e-book com todas as dicas apresentadas, além de um resumão de como se portar na hora de redigir o seu texto.
Fique de olho, porque o tempo é imensurável e não espera um atrasinho sequer de nossas vidas. Lembro, também, que farei palestras pelas principais capitais brasileiras, levando a minha experiência de mais de 25 anos como professor de Língua Portuguesa (em especial, como professor de Redação). 
Aperte o cinto, que o bicho vai pegar.

Há braços!

quarta-feira, agosto 02, 2017

Bom dia, amigos!

Vira e mexe, apareço aqui para anunciar-lhes a minha volta. Creio que, desta vez, será definitiva. Estarei aqui todos os dias, com crônicas sobre Língua Portuguesa, política, cultura etc. Quem tiver olhos que ouça! Beijo no coração de todos!

segunda-feira, maio 02, 2016

Este videoclipe é da canção Súplica num Túmulo, poema de Augusto dos Anjos, que musiquei e lancei no meu primeiro CD Apóstrofe à Carne. São 17 poemas musicados por mim, cujos arranjos foram feitos a seis mãos: eu, o Bororó e o Jairo Reis. Torço para que curta bastante. Há braços.



terça-feira, abril 19, 2016

Voltei, meu povo!

Fiquei um tempão fora daqui! Havia me esquecido deste espaço. Adoro crônicas. Escrevê-las-ei novamente. Abraço, gente!

quarta-feira, abril 24, 2013

DO GUDINHO À CAVERNINHA

Para a Lolita



Quem me conhece e conhece a Lolita não imagina que estamos juntos. Nos dizeres d’Ela, estamos de gudinho. Bem: depois de tanto tempo, é muito provável que ninguém imagine, de fato, que estamos juntos. Mas estamos. De gudinho.

Conheci partes do corpo d’Ela que somente quem pode vê-la, à imagem e semelhança da Eva (no Paraíso), viu. Vi a boca primeiro. Beijei-a. Vi a tatuagem depois (beijei-a). Mas ainda não vi a caverninha (beijá-la-ei escandalosamente, quando a vir!).

A Lolita tem algumas particularidades geniais. E geniosas. Segura meu ímpeto sexual com muita paciência. Aliás, fico impaciente, às vezes, com o caminho imposto pela Lolita para que eu chegue à caverninha de vez. Sedento. Retesado. Alucinadamente, ereto.

Das paixões que tive, a da Lolita causa-me mais ansiedade. Ela pensa algumas coisas de uma forma; eu, de outra. Isso nos aproxima muito mais do que nos afasta. Quando penso que desandou para o descaminho, encontro-a sorridente, tesuda, minha, lânguida, maliciosa. Ela tem o poder de sedução muito caro às mulheres balzaquianas. Ela é balzaquiana, diga-se!

Percebo algo de desconfiança da parte d’Ela. Disse que era ciúme. Mas Ela não dá o braço a torcer. Diz que estou enganado, pois quem se apaixonou por aqui fui eu; não Ela. No fundo, a Lolita sente algo por mim e se esconde dessa realidade. Ela, de maneira bem sorrateira, gosta de mim também. Senão, por que estaria comigo?!

Nesta semana, prometi a mim mesmo que farei amor com a Lolita. Só depende do consentimento d’Ela. Acho que, se houver algum tipo de medo, insegurança, a coisa fica fácil de ser resolvida. Primeiro, porque estamos juntos e de gudinho. Segundo, porque a caverninha d’Ela já é minha há mais de 10 anos (in memoriam).

Torço para que tudo dê certo e que, nesta ânsia suprema de beber, a Lolita repense tudo a partir desta crônica. De como o gudinho pode estimular a caverninha. De como preciso d’Ela e da caverninha d’Ela. De gudinho e sem gudinho. Entrarei naquele corpo, e farei inveja a qualquer pai de santo. Eu juro! Beijo de gudinho em sua caverninha, Lolita!

quinta-feira, outubro 18, 2012

O IGOR NOS DEIXOU ÓRFÃOS

Para o meu primo morto ontem em Brasília

      Ontem, foi confirmada a morte do meu primo, o Igor. Em Brasília. Os órgãos pararam. O cérebro resistiu, o máximo que pôde, durante uns quatro dias. Houve, como se conhece no meio médico, morte cerebral antes de tudo. O Igor era escoteiro. Era mais parecido com o Tio Paulo. Era mais da família nossa (física e espiritualmente falando). Parecia, em pele e osso, com o Tio Paulo.
      O irmão dele, o Henrique, é mais da família da mãe. É mais candango do que o Igor. Por isso mesmo, o Igor carregava a malícia da família Pereira. Era muito alegre. Muito divertido. Gostava de fazer sacanagens com os outros. Principalmente, com o Henrique. Sacanagens de boa índole. Coisas da família Pereira. Eu poderia procurar razões para a morte repentina de um menino tão moço, tão jovem (tinha apenas 15 anos). Mas é inevitável que eu faça algumas perguntas a Deus:

      1 - Por que, Senhor Maior, a vida parece ser mais curta para algumas pessoas?!

      2 - O Igor, por ser muito menino ainda, estaria fazendo falta no Céu?!

      3 - É possível ser escoteiro ao lado dos Anjos?!

      4 - O Senhor poderia, na próxima vez em que levar alguém que amo, avisar-me com, pelo menos, 50 anos de antecedência?!

      5 - Por último, o Senhor tem noção do quanto ficamos órfãos?!

      Pois bem: mesmo que insista em perguntas vãs ao Criador, a resposta não está em mim, tampouco nos acontecimentos. Está no risco do bordado. Na rede de retalhos. No andar da carroagem. Enfim: no inexplicável. Deus, no fundo, antecipa algo que já é do conhecimento d'Ele. Não do nosso. Caso contrário, estaríamos com o Igor até agora.
      Eu pensei que o veria por muitos e muitos anos. Em dezembro passado, na festa de Natal, em minha casa, vi o Igor e suas travessuras. Sempre, com o sorriso no rosto. Eu disse SEMPRE. Quando chorava, era para sacanear alguém. Principalmente, o Henrique. A Rosa, mãe dele, já conhecia o filho mala que tinha, não caía nos golpes dele. Sabia, timtim por timtim, os passos dos golpes do Igor.
      Certa vez, a Rosa me disse que o Igor fazia escândalos com pequenas atrapalhadas, como se estivesse em perigo de vida. Qualquer coisinha que ocorresse com ele (de um tropeção a uma mordida na língua) era motivo para ir ao hospital. Infelizmente, nesta semana, ele não saiu, espiritualmente, do hospital. Apenas o corpo foi conduzido ao funesto caminho do cemitério. É muito triste tudo isso...
      Aos pais, a dor é indiscutivelmente inapagável. Eu disse a DOR. O AMOR, pelo contrário, é eterno. Como eterna é a nossa admiração pelo Igor. Repito: pelas sacangens do Igor. Pelas imitações que eu e ele fazíamos do Tio Paulo (à ausência deste). Da primeira vez em que vi As Branquelas, o Igor, o Henrique e eu morríamos de rir daquela comédia pastelão. Rimos, até morrer, das cenas de O Justiceiro, em que o protagonista enfia uma faca na bunda de um bandido. Repetíamos a cena (o Igor, o Henrique e eu) à exaustão. Recordações indeléveis...
      Tio Paulo, Rosa e familiares de Brasília, sei que o Igor fará mais falta a vocês do que aos Pereira. Porque ele era, fisicamente falando, mais do DF do que de Goiânia. Mas eu digo com toda a certeza do mundo: ele foi muito meu também. Eu fui de Brasília por alguns anos. Ficava na casa do Tio Paulo, no cômodo do fundo. Fazíamos algazarra todos os dias. A propósito, comprei um violão e presenteei o Igor e o Henrique. Da última vez em que estive em Ceilândia, o Igor já arranhava alguns acordes. Sei que ele vai continuar tocando as melodias do amor ao lado de Deus.
      Igor, estamos órfãos. Estamos muito tristes. Estamos sem rumo. Por enquanto, não temos nada a dizer sobre a sua ida repentina. Estamos muito perplexos. Estamos indignados com a vida. Mas nunca estaremos tristes de verdade. Porque a sua alegria foi a mais sincera do mundo. Deus há de recebê-lo muito feliz. Deus ficou alegre com a sua ida, apesar de ter deixado tristes muitos de nós.
      Em nome da família Pereira, descanse o sono verdadeiro das crianças. Aí no Céu, as crianças continuam crianças. Você sempre será o escoteiro preferido do Tio Paulo, da Rosa, do Henrique. E, se não for pretensão da minha parte, será o meu eterno escoteiro. Muita paz em sua nova morada.

Até mais tarde, Igor!

Goiânia, 18 de outubro de 2012!
Quinta-feira!
7h45!
Muita dor.

segunda-feira, outubro 01, 2012

CACHORRO TAMBÉM É GENTE!

Meu melhor amigo não é um cachorro (caninamente falando). Mas podia ser. Como se sabe, cachorros não abandonam o dono em razão de mudança de casa. Se for casebre ou mansão, prevalece o amor pelo dono. Gatos, ao contrário, são safados! Se o dono resolve mudar de residência, o problema não é, na visão felina, do gato. E, sim, do dono.
Perdi o meu companheiro neste ano. Era o Scooby-Loo. Tímido. Porém, era mais da rua do que do lar. Aprendeu a sair pelo portão em disparada. Numa dessas, morreu do jeito que imaginei: atropelado (quem sai em disparada, quase sempre, morre atropelado!). Ele morava na casa da minha mãe. Quando me mudei para a minha própria casa, o coitado ficou órfão de mim. Eu, dele. E carros não perdoam cachorros. Matam-nos cruelmente! Sinto muita saudade do Scooby-Loo.
No dia em que foi atropelado, eu estava lendo alguma coisa no meu quarto. De repente, caiu um pedaço de não-sei-quê na minha sala, fez um estrondo terrível. Depois que fiquei sabendo da morte do meu amigo, o horário do estrondo coincidiu com o atropelamento.
Bem que eu podia tê-lo sabido mais. A mãe dele está vivíssima da silva. É sem-vergonha. Sai com qualquer um. Aliás, as cachorras costumam sair com qualquer um. O Scooby-Loo foi criado com a cadela que mora na casa da minha mãe. O nome dela é uma sacanagem que inventei: Bocoa. Não tente entender o nome. Como disse, é apenas sacanagem.
A Bocoa é tímida, tem mágoa (principalmente, se alguém aplicar-lhe algum tipo de vacina ou mesmo resolver dar um banho nela sem consentimento). O Scooby-Loo herdou todas as qualidades da Bocoa. Mas, com o tempo, adquiriu o pior ponto da índole da mãe dele: a promiscuidade da rua. Lembro-me que o Scooby-Loo começou a andar com as cachorras, com os viciados, enfim, com a marginália. Acredito que tenha sido aí que ele conheceu (sabe-se lá) a pedra de craque. O Scooby-Loo, de tão humano, acabou adquirindo a perversidade humana das ruas.
Sempre acreditei que haveria um Céu para os humanos e um Céu para os animais. Para os cachorros, imaginava um Céu só deles. De vez em quando, acho que o Scooby-Loo está lá, azarando a mulherada, digo, a cachorrada. Eita Scooby que era traquino! Malandro. Rueiro. Era gente que só.. Scooby-Loo, perdão por eu não ter escrito isso antes... É que o instinto humano é muito pior do que o dos cachorros.
Scooby-Loo, cachorro também é gente. E você era o meu melhor amigo... Au Au pra você também!

quarta-feira, setembro 26, 2012

UM DIA DE CÃO

Acordei meio com a pá virada! Decidi jogar bosta no ventilador. Dar nome aos bois. Delatar os miseráveis. Explodir os mensaleiros. Pôr as asinhas de fora. Mandar ao Inferno os petralheiros. Conduzir, com mãos de ferro, a reforma do Código Penal. Enfim: chutar o pau da barraca!
Acordei, também, com o sorriso no rosto. Com as mãos vazias. Com o GRANDE AMOR no peito. Com a dor do defeito. Com os olhos ensanguentados. Despedaçados. Entregues ao sorriso. Com dor de cotovelo. Meio a meio. Mano a mano. Firulas na voz.
Acordei, depois de um sono breve, com gastrite. O TGO alterado. O TGP condenado. O Gama-GT falido. O fígado à míngua. A Lolita enfurecida. O calor já achincalhado. O suor do medo elevado. E as estalactites da caverna.
Acordei pelado. Trepado. Com a .40 à mão. Lambuzado de fêmea. Atortoado pelo cinema. As narinas pegando fogo. A sensação terrível de estar morto. Muita palavra seca na garganta. Se eu resolver, grito em alto e bom som: MORRI. De raiva de mim (sempre de mim!).
Acordei agora há pouco. Escrevi que estava louco. Decidi que morreria. De agonia. De tétano. De cirrose. Mas o álcool me acolhe de um sentimento que me vilipendia. Porém, gosto de tudo. D'Ela (principalmente d'Ela!). Do GRANDE AMOR. Da delícia de tê-la, absorvê-la, digeri-la, acordá-la. Entrar-lhe, por completo, nas entranhas. Nas vergonhas. Nas genitálias.
Acordei para a vida. Para o sono. Para a dor. Acordei, novamente, para a tortura. Para o sofrimento. Para aquilo que vem de dentro. Para o resto que fica de fora. Acordei, outrossim, porque sempre quis ser assim. Impulsivo. Afoito. Atrapalhado. Amado. Odiado. Destemido. Compulsivo. Alcoólatra. Cirrótico. Atrofiado. Esquisito. Adormecido. E, antes de tudo, APAIXONADO.

terça-feira, setembro 25, 2012

LOLITA: O GRANDE AMOR

Em vida, temos de escolher muitas coisas, sobretudo as que mais marcam os nossos caminhos diários. Dos pontos mais evidentes de uma existência, está o GRANDE AMOR. Ele vem de formas variadas, mas ficam de uma forma só: para sempre.
Tenho entrado em conflito cotidiano, pois me vi inteiramente envolvido pelo GRANDE AMOR. Às vezes, penso que pode ser uma coisa simples; depois, vejo que não é. Mas de uma coisa tenho certeza: busco-o assim que acordo, depois que me deito, ao respirar.
Falo do GRANDE AMOR matrimonial. Porque o GRANDE AMOR da minha vida é o meu filho. Falo do GRANDE AMOR sexual, romântico, de sangue, de gozo. Desse GRANDE AMOR que nos arrasta moço, sem ter visto a vida. Falo da Lolita. Só dela.
Recupero a escrita do Blog, em razão de ter visto, em vida, a Lolita. Ela perturba o meu sono. Ela está sempre, quando estou nunca. Ela está agora, quando fico depois. Enfim: ela trança a minha existência de tal maneira que me surpreendo à exaustão com as artimanhas d'Ela. Surpreendo-me com a minha impotência. Tê-la ali parece tão fácil. Esquecê-la é que é difícil.
De uma coisa estou certo: a Lolita entendeu, de uma vez por todas, que a amo. Ela é o GRANDE AMOR da minha vida. Tê-la pode ser uma questão de tempo. Mas é o tempo do Amor, avesso às regras do tempo cronológico. É o tempo da paixão recolhida. Recolhida, diga-se, por ser muito perigoso evidenciá-la. Se bem que, pelo meu temperamento etílico, posso revelar o GRANDE AMOR  a qualquer momento.
Trocando em miúdos: a Lolita jamais vai se esquecer de tudo o que lhe disse. Ela verá que o GRANDE AMOR é bem maior do que o Amor que se constrói do dia para a noite. Ele precisa de, pelo menos, 10 anos para se formalizar, chegar à plenitude e, sem mais nem menos, EXPLODIR dentro do peito. Lolita, o GRANDE AMOR  da minha vida. É isso.

terça-feira, setembro 11, 2012

Em breve, lanço o meu prmeiro CD (Movimento Humano)

Acredito que, no mês que vem, faço o lançamento do meu primeiro CD, chamado Movimento Humano. Mesclei samba, bossa-nova, reggae, blues, tango. Há um misto bem bacana. Vou divulgar uma música aqui e conto com a apreciação de todos os que me leem. Grande abraço. Até a próxima!

terça-feira, junho 07, 2011

Gramática no Popular: dois pesos, duas medidas!

Diante da adoção do livro de Língua Portuguesa Por uma vida melhor, aprovado e recomendado pelo MEC, em cujas páginas se encontra a defesa do uso oral da língua, no qual sentenças como “nois compra o livro” são consideradas “legítimas”, em vez de serem consideradas “erros”, dezenas de pessoas se arvoraram contra a decisão do órgão federal e se posicionaram, principalmente na imprensa escrita, de forma contundente, como se vê no artigo Deformação do idioma? (edição de 07/06/2011), de Armando Acioli, ferrenho e habilidoso articulista d'O Popular.
Em bom e alto som, Acioli discorda veementemente do MEC, em especial do seu representante executivo, o ministro Fernando Haddad, quanto à escolha do material didático, já que, segundo o articulista, o vernáculo sofre um duro golpe no livro, sobretudo com relação ao que será apreendido pelos alunos em sala de aula.
É bom que se diga que o ensino de língua materna é objeto de estudo há muitos anos nas faculdades de Letras do País (da década de 1970 para cá, para ser mais exato). Verdade seja dita que esses estudos, nem sempre, chegam, com precisão ou como gostariam os estudiosos, às salas de aula. Muitos professores de Português, formados até mesmo em instituições de renomado saber científico, como USP e Unicamp, têm seriíssimas deficiências de conteúdo, o que atesta o grande número de alunos dos ensinos fundamental e médio (sobremaneira, do ensino público) de péssimo rendimento educacional, quando se trata de produção de texto escrito.
Por incrível que pareça, o curioso dessa discussão toda é que, na mesma edição em que Armando Acioli dispara contra o ministro da Educação, a despeito das lições controversas do famigerado Por uma vida melhor, a jornalista Carla de Oliveira, na matéria Presos fogem de delegacia lotada, comete, segundo a visão prescritiva de Acioli, uma sucessão de “erros” de Português. Vamos aos fatos:

a) “Com quatro celas e capacidade para 12 presos, haviam (sic) 52 pessoas detidas no local...”. Veja que o verbo “haver”, nesse caso”, significa “existir”. Portanto, é invariável. O correto é “havia 52 presos”.

b) “Devido a (sic) superlotação...”. A regência de “devido” exige o acento grave (marcador da crase) no “a”. O correto é “Devido à superlotação...”.

c) “...onde um portão dá acesso a (sic) área de banho de sol...”. Novamente, outro “erro” de regência. O correto é “... dá acesso à área...”.

d) “No momento da fuga, haviam (sic) três policiais civis”. Como dito, o verbo “haver”, “nesse caso”, é impessoal, não concorda com nenhum sujeito. Portanto, o correto é “...havia três policiais civis”.

Pensei que poderia ser lapso da autora na hora de digitar. Mas, não! Como houve recorrência de “erros”, trata-se de desconhecimento da regra de concordância verbal e de regência. E olhe que essa quantidade excessiva de “erros” (para o desespero ufanista de Armando Acioli) foi encontrada apenas nos dois parágrafos iniciais da matéria.
Fica claro, como se vê, que a noção de boa escrita atrelada ao domínio de regras da gramática normativa não é tão simples como parece acreditar Armando Acioli. A jornalista Carla de Oliveira tem formação superior, pertence a um número reduzido de pessoas que vivem exclusivamente da linguagem escrita (ao que parece, a moça é jornalista de formação). Nem por isso, ela deixou de “infringir” a gramática normativa e, na visão de Acioli, “deformar o idioma (...), violentar o vernáculo e afrontar o civismo nacional”. Devagar com o andor, jornalista!
Particularmente, tenho gigantescas ressalvas em relação a posições extremas de alguns linguistas, como Marcos Bagno da UnB, mas não deixo de as ter, com igual valor, em relação a pessoas que pensam que o ensino de Língua Portuguesa deva se restringir a um punhado de regrinhas de concordância, regência, virgulação etc.
O nobilíssimo jornalista Armando Acioli deveria, sem ressentimentos, exigir d'O Popular contratação imediata de revisor (ou revisores), para que os tão temidos “erros” de Português, comuns nas edições diárias, não entrem em conflito com o que foi defendido e combatido no já mencionado artigo Deformação do idioma?.
Afinal de contas, o revisor cuida da parte fundamental do texto escrito: a adequação, no caso do jornal impresso, ao padrão formal culto da língua e/ou à padronização de estilo, tão cara e necessária aos veículos de comunicação de notória contribuição à cultura letrada do País. Ou o cuidado textual de uma edição jornalística não passa pelas mãos, não menos redentoras, do revisor, Acioli?! Com a palavra, os editores d'O Popular.

PS.: Por gentileza, caríssimo editor, publique este texto como artigo, e não como carta do leitor. Ah! Deixe a escrita “seriíssima”, com dois “is”, também. Grato.

segunda-feira, junho 06, 2011

Por um mundo melhor (ou pior, depende do caso!)

Acordei meio azedo. E decidi criar a minha própria conspiração. Desta vez, venho a público dizer que os preconceitos tomaram de assalto as entranhas do MEC. Depois do "preconceito linguístico", aguardem os próximos preconceitos. Vamos a eles:

a) Preconceito higiênico: dizer à criança que lavar as mãos, antes das refeições, é falta de educação e desrespeito à saúde atenta contra os milhões de miseráveis, vítimas que são da falta de comida. Até hoje a fome deles é zeríssima!

b) preconceito biológico: torna-se inadmissível discutir sexo feminino e sexo masculino. A partir de agora, temos de usar somente o homossexo. Isso evita que garotos e garotas gays sintam-se acuados em seus doces lares.

c) Preconceito matemático: quem não sabe somar precisa aprender que isso não faz falta no dia a dia. Afinal de contas, quando não se tem dinheiro no bolso, dois mais dois podem ser cinco!

d) Preconceito geográfico: não mais existe "favela". Existe, sim, "comunidade". Ou seja: todos são comuns perante o espaço. Trocando em miúdos: pau é pau, pedra é pedra, traficante é traficante.

e) Preconceito físico: a queda de energia não pode ser dita para quem não deu conta de pagar a conta no final do mês. Houve, quando muito, ausência de energia por culpa da natureza.

Enfim, cansei de tanto preconceito. Aliás, por que, até agora, evitei falar de política?! Ah! Já sei: preconceito contra aqueles que se recusam a entender a matemática hedionda do Palocci! Quero ser rico como ele! Em menos tempo, de preferência. Fui.

quinta-feira, maio 26, 2011

Enfim, voltei!

Tempo é dinheiro. Dinheiro é o senhor dos momentos. E momento requer cuidado. O cuidado, tomá-lo-ei doravante. Estou de volta. Desta vez, para ficar. Volto aos assuntos prediletos: política, língua, religião, amores. Aguardem-me!

terça-feira, março 09, 2010

Ah! Se eu fosse dois...

A minha homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Teria duas mulheres, amaria duas mães e, ainda por cima, teria quatro amantes. Epa! Amantes dão mais trabalho do que esposa. Teria, sim, o máximo de mulheres especiais ao meu lado: mulher, mãe, filha, sobrinha etcetera e tal.
Natural, pois, que haja um dia especial para as mulheres do mundo (vai que existem mulheres de outro mundo?!). Sei o quanto é ínfimo o tempo dedicado a elas em seu dia. Mas o dia torna-se especial, por serem elas a razão de toda e qualquer ação humana.
Brincadeiras à parte (e que a minha esposa não leia isto!), sou fã incondicional das mulheres, independentemente de estilo: barraqueira, baranga, bela, inútil, amarela, preta, gorda, magra, macérrima, desinibida, sem-vergonha, acanhada, princesa, encapetada, angelical e outras coisas mais...
Hoje 8 de março de 2010, dedico esta crônica a todas as mulheres deste mundo, em especial às que conheço: da esposa às alunas, da mãe às sobrinhas. Estas, em estado de graça, deixam-me muito feliz e muito animado com as perspectivas deste ano que se inicia maravilhosamente bem para os que estão comigo nesta caminhada chamada especialização.
Na Fabec, descobri coisas especialíssimas. Juro que, entre as melhores, as mulheres se sobressaem! Tenho orgulho de trabalhar num ambiente contaminado por mulheres. Graças a Deus, no campo em que atuo (a educação), há mais mulheres do que homens. Estes são meio abestalhados! As mulheres, ao contrário, são dóceis, amáveis, incríveis. Verdade seja dita: algumas sabem, como ninguém, me aporrinhar! Isso é uma constatação inquestionável.
Enfim, quero, neste 8 de março de 2010, saudá-las e desejar toda a felicidade do mundo a vocês. Se mil vidas tivesse, dá-las-ia às mulheres. Afinal de contas, se fui gerado por uma, tenho certeza de que posso ser cuidado por muitas. Um beijo enorme no coração de todas as mulheres que estudam na Fabec.

PS.: Um beijo todo especial em minha esposa, sem a qual os meus motivos cotidianos estariam em suspenso! Te amo, Nega!

sexta-feira, novembro 13, 2009

Tudo novo, novamente...

O tempo é curto, sei. Mas a vontade de escrever é muito maior. Em crônicas, as palavras nos tomam de sobressalto. Basta evocá-las! Envocá-las-ei eternamente! Viva a crônica vontade de escrever! Em breve, textos técnicos sobre fatos da língua. Eu disse: EM BREVE! Para um bom entendedor, meia Juliana Paes basta! Bração pr'ocês!

segunda-feira, agosto 24, 2009

Bem que poderia ser melhor...

O ano já está a findar-se (Credo! Que construção mais lusitana, porra!). Um dos melhores que já vivi. Em todos os aspectos! Claro que sempre queremos mais: uma viagem a Caldas Novas, um fim de semana em Pirenópolis. Enfim, são bem-vindas todas as atividades ligadas ao prazer.


PS.: Deixo vocês com água na boca... A crônica só será terminada depois...

terça-feira, abril 14, 2009

Dicas sobre o uso de siglas

É comum a falta de uniformização na escrita de siglas. Eis algumas dicas:

1 - Se a sigla for pronunciada como palavra (ou não), e tiver até três letras, a escrita fica toda em caixa alta:

- A escrita da sigla NGB não leva "ponto" entre as letras.
- O PAC é um fracasso.
- A USP está sucumbindo.
- etc.

2 - Se a sigla for pronunciada como palavra e tiver mais de três letras, somente a inicial é maiúscula:

- A Unicamp está meio defasada.
- O Detran de Goiás é muito corrupto.
- Compraram a Petrobrás a preço de banana.
- etc.

3 - Se a sigla tiver mais de três letras, e não for pronunciada como palavra, a escrita permanece em caixa alta:

- Que rumo tomará o PSDB nas eleições de 2010?
- Alguém acredita no INSS?!
- A UFMG já desbancou USP, UFRJ, Unicamp, UnB (nesse caso, a instituição adotou o “n” minúsculo como logotipo; portanto, não fugiu à regra), UFG e todas as outras universidades federais brasileiras.
- etc.

Em tese, essa é a regra adotada pelos principais jornais de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.

Fui.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Aguardem-me

Estarei de volta, com textos novos, todos de acordo com as novas regras ortográficas. Aguardem só mais um pouquinho. Beijo no coração de todos!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Até que enfim...

Voltarei à ativa a partir da segunda quinzena de março. Estive ausente por questões profissionais. Voltarei, além de cronista, professor de Português. Aguardem.

Um beijo no coração de todos.

professorcleiton@yahoo.com.br

terça-feira, novembro 27, 2007

Eu e Ela (novamente)

A gente quase não se olha. Medo da paixão (acho que d'Ela). Os olhinhos pretinhos, serenos, provocadores, desconfiados. Ela me deixa na dúvida: será que se faz de boba, ou, de fato, sabe que a desejo, que a quero, que a busco?!
Gente, Ela tem tudo que busco numa mulher: humor, sorriso lindo, olhos pretinhos, esbugalhados, sensualidade. Ela é muito sensual. Precisa de uma academia, só um pouquinho. Por descuido, deixou a barriguinha um pouco fora de forma.
Eu paguei, faz uns dias, uma tatuagem para Ela. O problema é que não tenho liberdade para dizer isso a Ela. Escolhi o lugar (n'Ela, é claro), a tatuagem. Depois de feita, queria vê-la à mostra, a sós, nós dois, num quarto reservado. Ô, Meu Deus, ajude-me!
Quando chegar a Goiânia (estou em Aquidauana, MS), vou procurá-la pelo olhar. De novo. Sempre pelo olhar. Desconfio de que Ela tem algum caso com alguém. É extraconjugal. Se eu descobrir, vou chorar o resto da vida. Mas são, apenas, suposições. Tenho certeza, não! Mas Ela me deixa com pulgas atrás da orelha.
Bem, vou deixá-la em paz hoje. Preciso vê-la todos os dias. O dia todo, é bom que se diga. As fotos dela já me servem. Pelo menos por enquanto. Ela é tudo que almejo em vida. Se existir possibilidade de vida depois da morte, buscá-la-ei até onde eu puder. Ela será minha. Um dia.
Aquidauana, MS, 27 de novembro de 2007!
Terça-feira!
10h47!
Sem horário de verão por aqui.

terça-feira, agosto 28, 2007

Cansaço

Sinto muito cansaço neste mês. Correria para vender livros (o pessoal numa pendenga desgraçada!). Cheque para cobrir. Gráfica para receber. Bem: estou muito cansado. O motivo da minha ausência. É penoso, mas tem de durar mais um pouco.
Por enquanto, aproveitem para reler alguns textos de que ainda dispõe este blog. Logo, logo, retirá-los-ei. Vou substituí-los por novos. Aí, sim, o bicho vai pegar novamente. É o que tenho a dizer. Obrigado pela compreensão. Ver-nos-emos.

terça-feira, agosto 07, 2007

De volta...

Faz dias que não passo por aqui. O espaço foi abandonado, não! É que estou em meio a lançamentos de meu primeiro livro de crônicas ("Uma gota de sangue em cada palavra"). Estou quase terminando o segundo livro. Agora, técnico: 1000 dicas de redação para concursos públicos e vestibulares. Assim que me desafogar dessas correrias, volto a escrever neste espaço. Talvez, não somente crônicas. Acredito em que publicarei textos teóricos sobre fatos da língua também. Há braços ansiosos.

terça-feira, junho 26, 2007

NOTA EXPLICATIVA

Bem, meus amados leitores, vocês terão alguma surpresa, quando acessarem este blog: deletei as crônicas que farão parte do meu livro "Uma gota de sangue em cada palavra". Conto com a compreensão de todos. Um forte abraço.
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Goiânia, 26 de junho de 2007.
Terça-feira!
15h24!

Infelizmente, cheguei tarde...

Especialmente para a Lolita
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Se eu tivesse chegado cedo, diria que Ela tem um sei-que-lá de Lolita: é linda, atraente, hálito gostoso, parece que saiu de contos de fadas. Daqueles mais picantes, em que a protagonista deixa a gente doido que só!
Se eu tivesse chegado cedo, diria a Ela sobre a minha paixão: que a vejo em todos os lugares por que passo. Que Ela faz parte dos meus sonhos. Ultimamente, tenho sonhado muito com Ela. A noite toda. Suo frio. Acordo atordoado.
Se eu tivesse chegado cedo, diria que gosto do busto d’Ela à mostra. Do charme que só Ela possui, quando cruza as pernas e coloca a mãozinha à frente da saia, para evitar qualquer olhar atrevido, de um bobo qualquer, como eu.
Se eu tivesse chegado cedo, diria sobre a vontade que todas as mulheres têm de ser iguais a Ela. Não duvido de que até mulher se sente atraída, sexualmente falando, por Ela. É muita sensualidade numa pessoa só. Dos dedos às sobrancelhas: tudo é desejo, tudo é carícia.
Se eu tivesse chegado cedo, marcaria um jantar à luz de velas, ao som de Chico Buarque e Tom Jobim, no Cave. Pediria um bom vinho francês e levaria um buquê de rosas para Ela. Ficaria ao lado d´Ela só para ouvi-la, senti-la, absorvê-la.
Se eu tivesse chegado cedo, diria que gosto quando Ela passa batom vermelho, pisca os olhos e pega nas pontas dos cabelos. Fico olhando aquilo sem me dar conta de que o resto do mundo existe. Aliás: o mundo deixa de existir, quando olho nos olhos d´Ela. São, por demais, pecadores!
Se eu tivesse chegado cedo, pediria que Ela tingisse os cabelos de vermelho, usasse roupa preta, colocasse salto alto e sorrisse ao me encontrar embasbacado com a beleza goianíssima d´Ela. Sem dúvida: Ela é a Lolita. Mais ainda: a Lolita que só é minha, porque só eu a tenho assim. Ninguém mais...
Se eu tivesse chegado cedo, diria que Ela, somente Ela, faz-me muitíssimo feliz. Isso, seu eu tivesse chegado cedo... Infelizmente, cheguei tarde.



Goiânia, 26 de junho de 2007.
Terça-feira!
11h42!

sexta-feira, junho 15, 2007

REDEFINI OS ADJUNTOS ADVERBIAIS EM ROCHA LIMA

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1 - Falar da vida alheia: adjunto adverbial de fofoca.
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2 - Morreu de fome: adjunto adverbial de desnutrição.
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3 - Olhou-me de esguelha: adjunto adverbial de bisbilhoteiro.
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4 - O conferencista dissertou sobre febre amarela: adjunto adverbial de doença.
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5 - O sertanejo ficara arruinado com a seca: adjunto adverbial de estiagem.
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6 - Saiu com os amigos: adjunto adverbial de vela.
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7 - Apesar do mau tempo, o avião levantou vôo: adjunto adverbial de irresponsabilidade.
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8 - Acordei ao estampido da explosão: adjunto adverbial de terrorista.
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9 - Ninguém cruzará a fronteira, sem passaporte: adjunto adverbial de legalidade.
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10 - Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: adjunto adverbial de arrependimento.
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11 - Morrer pela pátria: adjunto adverbial de kamikaze.
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12 - Pararam todos à escuta: adjunto adverbial de curioso.
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13 - Quebravam a pedreira com picareta: adjunto adverbial de burrice.
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14 - Sempre fora amigo de viajar a cavalo: adjunto adverbial de pão-duro.
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15 - Costuma falar a altas vozes: adjunto adverbial de professor público.
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16 - Bater-se com o adversário: adjunto adverbial de falta do que fazer.
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17 - Passava dias vendendo jornais velhos, a vintém: adjunto adverbial de pindaíba.
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18 - Escreveu versos aos milhares: adjunto adverbial de preguiçoso.
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19 - O frade jejuava às segundas e quintas-feiras: adjunto adverbial de otário.
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20 - Pisou na grama: adjunto adverbial de mal-educado.

quinta-feira, abril 26, 2007

Alossemia (publicação original na comunidade "Revisores")

Em Fonética, a variação de um mesmo fonema chama-se "alofone". Em Morfologia, a variação de um mesmo morfema chama-se "alomorfe". Em Semântica, eu digo isso na minha tese de doutorado, a variação de um mesmo sema chama-se "alossema".
No caso das preposições, aí é que tudo varia mesmo. Vejam estes exemplos:
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a) Estou à margem do rio.
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b) Estamos na margem do rio.
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c) Vou à busca de investimentos.
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d) Vou em busca de investimentos.
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As preposições "a" e "em" são as que mais variam na Língua Portuguesa (vide Rocha Lima, Gramática Normativa). Por isso, nada mais natural do que "a domicílio" e "em domicílio". Essas duas preposições são irmãs siamesas. Não se espantem com "a cores" e "em cores". O significado é o mesmo.
Claro que muita gente diz que o verbo "entregar" rege a preposição "em". Quem entrega, entrega "em algum lugar" (viram a vírgula entre "entrega/entrega"? Há abonos para ela; não fiquem zangados comigo!). Uma coisa que defendo na minha tese: não existe EXCLUSIVIDADE de regência. O verbo "entregar" rege qualquer TERMO que, com ele, contraia função. Se não (separado mesmo!), vejamos:
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a) Entreguei os pontos.
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b) Entreguei-me de corpo e alma a este amor.
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c) Entregar na porta.
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d) Entregaram-se com voracidade. Fizeram sexo a noite inteira.
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Então, meus caros: a "variação de um mesmo sema" não altera o produto final. Ou seja: o sentido. Bem-vinda a alossemia.
Bem: dito isso, "Composto de" e "Composto por" seguem o mesmo caminho: variação de um mesmo sema.
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Usem e abusem dos dois, sem parcimônia...
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Obs.: Se houver necessidade de discussão, considerem-me disposto a ela. Valeu! Há braços.
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professorcleiton@yahoo.com.br

segunda-feira, abril 09, 2007

10 sugestões de pauta à Revista Piauí para a seção Diário

Ilustríssimo editor da Revista Piauí:
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1 - Convoque o narcotraficante Fernandinho Beira-Mar para que ele indique quais os pontos mais viáveis de tráfico no Rio de Janeiro, explique como montar pontos estratégicos e, a depender da procura, como montar uma franquia de fast-food (maconha, cocaína, crack, merla etc.) em outros Estados.
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2 - Peça ao presidente Lula que relate, aos seus milhões de eleitores, como ganhar uma reeleição, dizimar os opositores e aparelhar o Estado com militantes de esquerda (amiguinhos de Beira-Mar, do MIR-Chileno, das Farc).
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3 - Convide o presidente da empresa de transporte rodoviário Itapemirim a descrever as razões funestas de não oferecer ajuda financeira às vítimas do ônibus incendiado, em 28 de dezembro do ano passado, no Rio de Janeiro, em cuja circunstância se encontrava a modelo Bia Furtado, que mendiga, ao lado do noivo, ajuda para tratamento de queimadura.
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4 - Peça, encarecidamente, ao PCC (Primeiro Comando da Capital) que ensine, aos não-escolados, como se transformar em criminoso do dia para a noite, incendiar ônibus, atacar policiais e amedrontar a população com ameaças iminentes de ataques terroristas.
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5 - Aceite, também com igual valor, o depoimento de chefes do tráfico carioca, de "líderes comunitários", donos de ONGs de direitos humanos de criminosos, que eles deixem, às claras, que o Comando Vermelho é o melhor caminho para a paz entre as pessoas.
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6 - Registre, com orgulho, os momentos felizes do PT paulista, quando da feitura do dossiê fajuto contra os não menos fajutos políticos do PSDB na última eleição presidencial. Deve render uma história e tanto!
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7 - Mostre ao Brasil, como fez Glória Perez na minissérie (?) Amazônia, que os esquerdistas são bonzinhos e o mal está nos não-esquerdistas. Que Chico Mendes é o Cristo Redentor da Amazônia. Que ele virá, algum dia, sobre nuvens, em busca das almas puras e castas. Sugestão para o relato: José Dirceu.
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8 - Exija, do presidente Evo Morales, um diário completo sobre o golpe que aplicou ao Brasil, com afagos do presidente Lula, confiscando bens da Petrobras, em nome da "causa socialista". Esse depoimento vai ser aguardado por milhões de brasileiros. A revista vai vender extraordinariamente demais.
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9 - Aproveite o ensejo e publique o diário de Hugo Chavéz, o maior blefador das Américas, o maior estelionatário da atualidade e o mais picareta dos esquerdistas no poder. Se bem que esquerdista picareta configura algo redundante.
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10 - Por último, faça um diário coletivo da Piauí, no qual os jornalistas responsáveis pela seção que publicou o texto da, como diria o Pablo na comunidade Revisores, devassa, estelionatária, puta, vadia chamada Maria Lopes possam opinar sobre a irresponsabilidade que lhes é peculiar. Peça aos jornalistas que justifiquem tamanho desserviço à população.
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Atenciosamente,
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Prof. Cleiton dos Santos Pereira
Goiânia, 9 de abril de 2007.