terça-feira, outubro 24, 2006

A Esquerda Liberal

Custou-me muito aprender a lidar com as falcatruas da esquerda marxista. Não é de hoje que venho conhecendo-a por dentro. Militei por alguns anos (ou, em outras palavras: cooptei muitas almas puras para o rebanho petista!).
Agora, depois de muitas discussões com o meu amigo Sidney, cheguei a uma definição mais ideal de movimento político: a Esquerda Liberal. Já estamos discutindo um manifesto, para que todos tenham acesso ao mais novo modelo de sociedade. É aguardar e viver. Mantê-los-ei informados. Há braços.

Um comentário:

fernandacinthya disse...

Um dos maiores problemas dos defensores de reformas liberais é a crítica de que as suas posições são imorais ou eticamente deficientes. Se com o colapso do comunismo são hoje (felizmente) poucos os que continuam a defender o socialismo com base em argumentos de eficiência, o número dos que atacam o mercado livre com base em argumentos de natureza ética não só não diminuiu como parece ter tendência para aumentar. Face à falência do socialismo como sistema de organização econômica, a esquerda moderada reconverteu o seu discurso no sentido de justificar a maior parte das suas políticas intervencionistas baseando-se numa suposta necessidade de regular e corrigir efeitos do mercado que considera serem eticamente indesejáveis.
Numa época em que as atitudes estatistas em muitas áreas continuam a prevalecer de forma generalizada e em que a defesa de algumas velhas fórmulas socialistas assenta cada vez mais na invocação de argumentos morais, a cuidada defesa ética do mercado levada a cabo na ESQUERDA LIBERAL é, no mínimo, um desafio valioso.