quarta-feira, abril 24, 2013

DO GUDINHO À CAVERNINHA

Para a Lolita



Quem me conhece e conhece a Lolita não imagina que estamos juntos. Nos dizeres d’Ela, estamos de gudinho. Bem: depois de tanto tempo, é muito provável que ninguém imagine, de fato, que estamos juntos. Mas estamos. De gudinho.

Conheci partes do corpo d’Ela que somente quem pode vê-la, à imagem e semelhança da Eva (no Paraíso), viu. Vi a boca primeiro. Beijei-a. Vi a tatuagem depois (beijei-a). Mas ainda não vi a caverninha (beijá-la-ei escandalosamente, quando a vir!).

A Lolita tem algumas particularidades geniais. E geniosas. Segura meu ímpeto sexual com muita paciência. Aliás, fico impaciente, às vezes, com o caminho imposto pela Lolita para que eu chegue à caverninha de vez. Sedento. Retesado. Alucinadamente, ereto.

Das paixões que tive, a da Lolita causa-me mais ansiedade. Ela pensa algumas coisas de uma forma; eu, de outra. Isso nos aproxima muito mais do que nos afasta. Quando penso que desandou para o descaminho, encontro-a sorridente, tesuda, minha, lânguida, maliciosa. Ela tem o poder de sedução muito caro às mulheres balzaquianas. Ela é balzaquiana, diga-se!

Percebo algo de desconfiança da parte d’Ela. Disse que era ciúme. Mas Ela não dá o braço a torcer. Diz que estou enganado, pois quem se apaixonou por aqui fui eu; não Ela. No fundo, a Lolita sente algo por mim e se esconde dessa realidade. Ela, de maneira bem sorrateira, gosta de mim também. Senão, por que estaria comigo?!

Nesta semana, prometi a mim mesmo que farei amor com a Lolita. Só depende do consentimento d’Ela. Acho que, se houver algum tipo de medo, insegurança, a coisa fica fácil de ser resolvida. Primeiro, porque estamos juntos e de gudinho. Segundo, porque a caverninha d’Ela já é minha há mais de 10 anos (in memoriam).

Torço para que tudo dê certo e que, nesta ânsia suprema de beber, a Lolita repense tudo a partir desta crônica. De como o gudinho pode estimular a caverninha. De como preciso d’Ela e da caverninha d’Ela. De gudinho e sem gudinho. Entrarei naquele corpo, e farei inveja a qualquer pai de santo. Eu juro! Beijo de gudinho em sua caverninha, Lolita!

2 comentários:

Unknown disse...

Hola Cleiton: Que tál estás? Soy lecilda um abraço desde spain"

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.