terça-feira, novembro 27, 2007

Eu e Ela (novamente)

A gente quase não se olha. Medo da paixão (acho que d'Ela). Os olhinhos pretinhos, serenos, provocadores, desconfiados. Ela me deixa na dúvida: será que se faz de boba, ou, de fato, sabe que a desejo, que a quero, que a busco?!
Gente, Ela tem tudo que busco numa mulher: humor, sorriso lindo, olhos pretinhos, esbugalhados, sensualidade. Ela é muito sensual. Precisa de uma academia, só um pouquinho. Por descuido, deixou a barriguinha um pouco fora de forma.
Eu paguei, faz uns dias, uma tatuagem para Ela. O problema é que não tenho liberdade para dizer isso a Ela. Escolhi o lugar (n'Ela, é claro), a tatuagem. Depois de feita, queria vê-la à mostra, a sós, nós dois, num quarto reservado. Ô, Meu Deus, ajude-me!
Quando chegar a Goiânia (estou em Aquidauana, MS), vou procurá-la pelo olhar. De novo. Sempre pelo olhar. Desconfio de que Ela tem algum caso com alguém. É extraconjugal. Se eu descobrir, vou chorar o resto da vida. Mas são, apenas, suposições. Tenho certeza, não! Mas Ela me deixa com pulgas atrás da orelha.
Bem, vou deixá-la em paz hoje. Preciso vê-la todos os dias. O dia todo, é bom que se diga. As fotos dela já me servem. Pelo menos por enquanto. Ela é tudo que almejo em vida. Se existir possibilidade de vida depois da morte, buscá-la-ei até onde eu puder. Ela será minha. Um dia.
Aquidauana, MS, 27 de novembro de 2007!
Terça-feira!
10h47!
Sem horário de verão por aqui.

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá Professor Cleiton,

Envio-lhe esse comentário para lhe dizer que achei o seu blog super legal e criativo!

Quando escrevemos, por mais formação que temos, sempre aparecem algumas dúvidas de português.

Estou enviando-lhe esse e-mail aproveitando para falar que adorei o site, para perguntá-lo se o certo é:
jantar à luz de velas

ou

jantar a luz de velas

Pode parecer uma dúvida boba. E talvez o seja, mas está incomodando ficar nessa indecisão.

Poderia responder-me?

Cleiton Scott disse...

Cristina, imagine a seguinte situação:

a) Marcos convidou Maria para ficar com ele à beira-mar.

b) Marcos convidou Maria para ficar com ele à luz de velas.

Note que as expressões "à beira-mar" e "à luz de velas" são, nas orações, adjuntos adverbiais de modo. Esses tipos de expressões são encabeçadas pela preposição "a", seguida de acento grave "à". No caso "jantar à luz de velas", por mais que alguns dublês de gramáticos digam que "jantar" é verbo e não nome, a expressão em destaque é um "complemento nominal de modo". Isso não é de estranhar, Cristina! Os complementos nominais têm a mesma estrutura e a mesma função dos adjuntos adverbiais. A diferença é que o CN acompanha nomes e advérbios; os adjuntos, apenas verbos. Portanto, não hesite:

- Sempre que puder, faça um jantar à luz de velas.

E que seja em boa companhia. Abração.

Francisca Barros da Silva disse...

Estou na sétima série.É predicado verbal ou noninal?

Anônimo disse...

Professor, que legal encontrei vc!
Como poderei saber minhas notas?
Aquidauana tà muito frio!