quarta-feira, novembro 01, 2006

Mais uma lucidez de José Maria e Silva: leiam o que escreveu sobre o sanguinário governo Lula


LULA

Eleito pelos grotões da USP Mesmo tendo superado Fernando Collor em toda sorte de desmandos, pondo em risco o próprio Estado de Direito, o petista não conquistou a reeleição por ter enchido a barriga das massas — mas porque a universidade brasileira esvaziou a cabeça das elites
JOSÉ MARIA E SILVA
Em 2002 (segundo diziam os petis-tas), a esperança venceu o medo e Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu presidente. Em 2006 (hão de admitir os tucanos), a covardia rendeu-se à desfaçatez e Geraldo Alckmin derrotou a nação. Esquecendo-se que disputava a Presidência da República e não a Prefeitura de Pindamonhangaba, Alckmin não confrontou seu adversário com a face oculta do PT. Deixou de exigir explicações de Lula sobre o Foro de São Paulo (órgão que liga o PT às Farc de Manuel “Tirofijo” Marulanda e Fernandinho Beira-Mar); não lembrou o Triângulo das Bermudas petista (o sumidouro de cadávares de Santo André, entre eles o de Celso Daniel, Vladimir Herzog de Lula); e evitou denunciar o totalitarismo esquerdista que dita até comportamentos (como a descriminalização do assassinato de crianças e a criminalização de simples críticas a travestis). Por que o candidato tucano deixou de fazer essas cobranças cruciais ao candidato petista, as únicas capazes de desnudar o governo mais fraudulento da história “deste país”, que ameaça o próprio Estado de Direito com a reeleição espúria de seu titular? Ou alguém tem dúvida de que Lula — comandante-mor dos petistas aloprados — não passa de um presidente de porta de cadeia, obrigado a transformar o próprio ministro da Justiça em advogado criminalista de delúbios e dirceus? Nunca é demais repetir: por muito menos, — incomparavelmente menos, — Fernando Collor foi defenestrado do Palácio do Planalto. Collor tinha apenas um PC Farias; Lula tem 40, segundo o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza. No inquérito civil público em que investigou a compra de parlamentares no Congresso, o procurador chamou o PT de Lula de “organização criminosa”, empenhada em assaltar o Estado para se perpetuar no poder. A se crer no procurador que denunciou os 40 ladrões, o Brasil corre o risco de reeleger Lula e reempossar um Ali Babá.
Bibliotéca Paulo Freyre

Paulo Freyre (1921-1997): doutrinador petista santifica criminosos em livros Não estou caluniando Lula — estou humanizando-o. Lula não é Deus; logo, não está livre de pecado, como ele próprio disse que estava, ao comungar sem confessar, mesmo se afirmando católico. Um dos pilares da própria civilização (e não apenas da Constituição de 88) é o princípio de que toda pessoa é inocente até que se prove o contrário. Todavia, é impossível se passar da inocência à culpa sem a inevitável suspeição — ou toda investigação policial e todo processo penal seriam arbitrários. Entre a inocência e a culpa, há que haver o indício, caso contrário, jamais haveria motivo para processar quem quer que fosse e seria preciso extinguir o Poder Judiciário. Em outras palavras, toda pessoa é inocente até que se mostre suspeita. A partir da suspeita — fundamentada em indícios, claro — , ela não pode mais ser considerada inocente (como querem os juristas brasileiros), sob pena de se conspurcar o próprio conceito de inocência. A suspeita, senhores juristas, é um elemento essencial do Estado de Direito, como sabem os países civilizados. Nos Estados Unidos, por exemplo, o não-culpado não é sinônimo de inocente — é apenas um suspeito sobre o qual não se encontraram provas do crime. Ou, por acaso, o fato de nunca ter sido alcançado pela lei faria do nazista Joseph Mengele uma Madre Tereza de Calcutá? Infelizmente, “neste país” faria, sim; sobretudo, agora, no governo Lula, quando a mais abjeta subversão de valores (como regalia para criminosos violentos) consolidou-se como política pública, financiada compulsoriamente pelo cidadão-vítima. A suspeita — tanto quanto a inocência e a culpa — é um dos pilares da Justiça. O que não pode é a suspeita sempre recair sobre o mordomo — como quer o presidente da República. Por isso, em nome da igualdade de classes, esquerdistas de todo o país, admiti: vosso chefe Lula é suspeito, sim! Sobram indícios de que Lula sabia de todas as falcatruas do PT e de seu governo. Desde quando Waldomiro Diniz, pessoa da absoluta confiança de José Dirceu, tentou subornar empresários do jogo, com indícios de que o dinheiro seria destinado às campanhas do PT, o processo de impedimento do presidente Lula já deveria ter sido iniciado nas instituições competentes. Naquela época, José Dirceu era chamado de “capitão do time” pelo próprio presidente, numa referência à sua condição de “primeiro-ministro” do governo. Depois, quando estourou o caso da compra de votos na Câmara dos Deputados, denunciada por Roberto Jefferson, os indícios de que o presidente sabia de tudo eram tão fortes, mas tão fortes, que, ao desprezá-los, a oposição também se tornou suspeita — de cumplicidade. Hoje, só a má-fé ou a toleima podem acreditar na inocência do presidente da República. Lula — bradam todos os indícios — é suspeito. Por que, então, o Brasil está com Lula? Por causa dos votos dos grotões — respondem os analistas políticos. Segundo eles, o Programa Bolsa-Família, sobretudo no Nordeste, foi o responsável pela vitória de Lula, que quase ocorreu no primeiro turno. Ora, se os grotões sozinhos fossem capazes de eleger um candidato, o cargo de presidente no Brasil seria vitalício. Todos os presidentes brasileiros — de Vargas a Lula, de Juscelino Kubitschek a Fernando Henrique — fizeram ou tentaram fazer populismo desbragado. Sim, Fernando Henrique fez populismo, mesmo não sendo populista como Lula. O Plano Real foi tecnicamente bem feito. Basta compará-lo com a heterodoxia tresloucada do Plano Cruzado. Mas parte do sucesso do Plano Real se deve à sua execução populista, claramente condicionada pelo calendário eleitoral, que, na época, foi programado às pressas para reeleger Fernando Henrique Cardoso.

Roseli Tardelli, da Agência Nacional de Notícias da Aids: patrulha ideológica A quase irresponsável paridade cambial do início do Plano Real provocou uma comoção popular com esse falso dólar tupiniquim, especialmente fabricado na Europa e transportado para o Brasil, num ritual publicitário. Comendo frango e tomando iogurte, com um sorriso de dentadura nova, os descamisados e pés-descalços (deserdados de Fernando I) finalmente foram ao paraíso com Fernando II. E a face literalmente mais visível do populismo de Fernando Henrique Cardoso foi a massificação dos televisores, favorecida pela Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994 — assim como a Copa do Mundo do México, em 1970, associada ao “milagre econômico” do general Emílio Garrastazu Médici, popularizou o rádio de pilha no país. Foram o Plano Real e a Copa do Mundo que transformaram o televisor numa praga urbana. No país do futebol e da telenovela, pode haver populismo maior do que infestar o país inteiro com televisores? O populismo costuma sustentar-se em dois pilares: um material e outro simbólico. Para ser popular, todo governante precisa oferecer algo de concreto ao povo, como a carteira assinada de Getúlio Vargas ou o congelamento de preços de José Sarney. Mas para fazer da popularidade um sistema, isto é, transformá-la em populismo, o governante precisa revestir-se de uma simbologia própria, que tem como característica essencial a simbiose entre indivíduo e massas, cabendo o papel do indivíduo exclusivamente ao líder. No populismo, o líder encarna a nação, dando-lhe uma dimensão simbólica: ele é a cabeça; ela, o corpo. A grande popularidade de José Sarney (que chegou a ter cidadãos falando em seu nome como fiscais do congelamento de preços) foi um fogo-fátuo. Durou só até as mercadorias começarem a sumir das prateleiras. Já a popularidade de Vargas erigiu-se como um sistema, em que ele pontificava como o “Pai dos Pobres”. É o que Lula almeja, daí o seu empenho em copiar o Programa Renda Cidadã, do governo goiano, transformado no Bolsa-Família, que se tornou a alma do fracassado Fome Zero. O programa atende a 11,1 milhões de famílias, distribuindo a cada uma delas entre 15 e 95 reais, a um custo de 8,2 bilhões de reais em 2006. Em 2003, primeiro ano do governo Lula, eram atendidas 3,6 milhões de famílias a um custo de 3,6 bilhões de reais. Todavia, o impacto eleitoral de programas como esse não é apenas positivo — ele também traz contra-indicações nas urnas. Para cada família beneficiada, disposta a votar no governo Lula, sempre haverá uma família insatisfeita, achando que foi injustiçada por não participar do programa. É por causa desse efeito eleitoral negativo que todo candidato — seja de oposição como Maguito ou Alckmin, seja da situação, como Alcides ou Lula — promete ampliar os programas sociais. Programas de renda mínima (a cesta básica dos pobres) e programas de incentivo fiscal (a cesta básica dos ricos) são pilares sagrados do assistencialismo moderno — ninguém mexe. Quando a assistência social era confinada ao gabinete das primeiras-damas, fazer do assistencialismo uma política pública resultava num diferencial. O Programa de Combate à Fome, de Betinho, conferiu racionalidade econômica e dignidade cívica ao assistencialismo, obrigando prefeitos, governadores e até o presidente da República a assumirem tarefas que antes relegavam às respectivas primeiras-damas. Foi o que ocorreu no governo Maguito Vilela, em Goiás, talvez o primeiro do país a tratar a mera distribuição de alimentos como uma verdadeira política de governo. Hoje, quando governos de todos os partidos se empenham em estatizar os pobres, instituindo cotas e bolsas para todos os gostos, o Bolsa-Família de Lula já não está sozinho na disputa pelo eleitor carente. Ele enfrenta a concorrência de prefeitos e governadores de oposição.

Robert Gallo no Roda Viva: o cientista contra os inquisidores da esquerda Se houvesse oposição, claro. Porque esse é o grande segredo da esmagadora vitória do presidente Lula — ele não tem oposição. Ninguém, mesmo com muito boa vontade, é capaz de apontar qualquer diferença substancial entre o governo Fernando Henrique e o governo Lula. Não se deve esquecer que a espinha dorsal da política econômica do governo Lula é ditada por técnicos herdados do governo Fernando Henrique. A começar pelo goiano Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, que, ao deixar a presidência do Banco de Boston, elegeu-se deputado federal pelo PSDB goiano — nem chegando a assumir o cargo para assumir o Banco Central. O médico Antônio Palloci — que a oposição pefelista e tucana sustentou durante muito tempo, achando que fosse imprescindível para o país — simplesmente não fez falta. Tanto que o lugar de ministro da Fazenda continua vago — o marxista Guido Mantega é apenas uma figura decorativa. Essa percepção de que o presidente Lula apenas exerce o terceiro mandato de Fernando Henrique Cardoso não passa despercebida nem às famílias dos grotões nordestinos que recebem a bolsa-família. Do sertanejo piauiense ao metalúrgico paulista, passando pelo agricultor gaúcho e o seringueiro acreano, todos são capazes de perceber o óbvio — nada mudou no Brasil de Lula. A não ser o risco que o próprio Lula, na oposição, representava para o país e, agora, como governo, deixou de representar. A equação social é a mesma dos tempos de Fernando Henrique Cardoso, Dom Pedro II e Pedro Álvares Cabral (como diria Lula) — os ricos cada vez mais ricos, e os pobres cada vez mais pobres. E, para compensar essa distância que se aprofunda entre capital e trabalho, tome esmola! É bolsa disso, cota daquilo — por sinal, também herdadas do governo Fernando Henrique, que, por sua vez, as importava da ONU, a nova Internacional Socialista do mundo. O PSDB e o PFL poderiam ter apresentado uma proposta econômica alternativa à proposta do governo Lula? Teoricamente, sim, porque papel aceita tudo; concretamente, não, porque a economia está engessada. Ao contrário de outros setores em que causas e conseqüências são menos visíveis a curto prazo, na economia há um encadeamento lógico que obriga o governante a seguir determinado caminho mesmo que sua vontade fosse seguir outro. Na educação e na saúde, por exemplo, o governo Lula desfez quase tudo o que encontrou, extinguindo programas, criando outros, modificando vários. Na economia, nada disso é possível, porque o reflexo na bolsa de valores e no risco-país seria imediato. Agora, por exemplo, o presidente Lula está propondo renegociar a dívida dos Estados, pensando na sustentação política de seu próximo governo. Se o fizer, abrem-se as porteiras para os gastos, quando nenhum governo, até agora, conseguiu reduzir os gastos do Estado brasileiro, cada vez mais ávido de impostos. A única oposição possível ao governo Lula seria no campo moral. Não exatamente no combate à corrupção, em que os oposicionistas também têm telhado de vidro, mas na questão dos valores. Como toda sociedade de qualquer época, a sociedade brasileira é conservadora. Ela tolera mudanças, desde que não sejam abruptas. Só as sociedades doentes — como a sociedade francesa, que vive em coma moral desde a Revolução de 1789 — desejam transformações radicais. Por isso, a França é um país em decadência, profundamente dilacerado entre uma economia capitalista e uma mentalidade comunista, que mutuamente se trucidam, desnorteando a juventude do país, cada vez mais bárbara. Foi essa França das barricadas de Paris, construída entre a loucura e o vício, que se tornou modelo para os intelectuais brasileiros. O sociólogo Émile Durkheim (1858-1917) — um dos últimos intelectuais decentes que a França produziu — afirmava que a moral dependia intrinsecamente da lógica. Aliás, ele faz essa afirmação no clássico As Formas Elementares da Vida Religiosa, livro publicado em 1912, macensurado pelo marxismo tupiniquim até 1989, quando uma editora religiosa, as Edições Paulinas, o resgatou do ostracismo, já que a USP e as degradadas filhas da USP estavam mais preocupadas em estudar a obra dos assassinos Lenin, Mao e Stalin — como faz o doutrinador Paulo Freire, autor da Pedagogia do Oprimido, um clássico da auto-ajuda marxista travestido de ciência pedagógica. Em seu livro, Durkheim sustenta: “Para poder subsistir, [a sociedade] não tem apenas necessidade de suficiente conformismo moral; há um mínimo de conformismo lógico que ela também já não pode dispensar”.

Fernando Henrique Cardoso: políticas petistas do ex-presidente elegeram Lula Em minha dissertação de mestrado sobre violência nas escolas (em que tive de enfrentar o lixo ideológico produzido pela USP e suas pupilas), traduzi com o seguinte exemplo essa máxima durkheimiana: “A moral — como asseveram Durkheim e Piaget — não pode prescindir da lógica. Se um pai ralha com o filho que puxa o rabo do gato apenas pelo prazer de vê-lo miar de dor, necessariamente tem de ralhar com a filha que puxa as orelhas do cão apenas para vê-lo ganir. Sem um mínimo de raciocínio lógico capaz de estabelecer uma analogia entre filho/filha, gato/cão, rabo/orelha/dor, o pai será, necessariamente, injusto, ralhando com um e deixando de ralhar com o outro”. É exatamente por falta desse mínimo de “conformismo lógico”, que a USP (por intermédio do seu Núcleo de Estudos da Violência e do Laboratório da Criança do Instituto de Psicologia) justifica o latrocínio, pedindo penas cada vez mais brandas para assassinos reincidentes, e criminaliza a palmada, tratando como bandidos os pais que apenas querem educar seus filhos. Graças a essa razão bastarda, que leva à degeneração moral, petistas aloprados conseguiram subverter a lógica mais comezinha e — mesmo presos em flagrante delito, num crime que envolve quase 2 milhões de reais — conseguiram não apenas se passar por inocentes como até mesmo culpar suas próprias vítimas. Hoje, numa subversão sem limites da lógica, da moral e do bom senso, o PSDB se tornou culpado pela produção de um dossiê que tinha como objetivo destruir a ele próprio. É como se um assassino — ao ser flagrado por policiais e repórteres imediatamente após cometer o assassinato — simplesmente colocasse a arma na mão de sua vítima, erguesse-lhe o braço caído até o ouvido ensangüentado e apertasse outra vez o gatilho. Depois, abrindo os braços, com um sorriso nos lábios, ditasse a policiais e repórteres a conclusão do inquérito e a manchete do jornal: “Viram? Foi suicídio”. Quando a elite intelectual de um país abandona a razão, ela condena todo o povo a abandonar a moral. É o que vem ocorrendo no Brasil. Mesmo tendo superado Fernando Collor em toda sorte de desmandos, pondo em risco o próprio Estado de Direito, o presidente Lula não conquistou a reeleição por ter enchido a barriga das massas — mas porque a universidade brasileira esvaziou a cabeça das elites. Lula não está sendo reeleito pelos áridos grotões do Nordeste, onde habita um povo injustamente sofrido, mas pelos grotões mentais da USP e suas congêneres — onde homiziam-se estelionatários morais, especialistas em distorcer a ciência para melhor subverter os costumes. Um dos exemplos sintomáticos da subversão de valores protagonizada pelos intelectuais brasileiros é, sem dúvida, o Programa Nacional de Combate à Aids do Ministério da Saúde. Reiteradas vezes escrevi que ele não passa de um instrumento da barbárie gay, pautando-se muito mais pela ideologia marxista do que pelos fatos científicos. Mas confesso que ainda esperava algum escrúpulo desses intelectuais de esquerda, que, afinal, são doutores, com um currículo a zelar. E, no caso, lidam com vida e morte, que não são constructos para deleite intelectual, mas fatos da condição humana. Todavia, a entrevista do cientista norte-americano Robert Gallo ao programa Roda Viva, da TV Cultura (levada ao ar em 9 de outubro último), desvaneceu qualquer esperança de que os graves problemas brasileiros possam ter conserto mesmo a médio prazo. O programa ( que reuniou a nata dos especialistas em Aids do país) simplesmente revela que o Brasil perdeu a cabeça e merece o presidente obtuso que tem. O norte-americano Robert Gallo, 69 anos, é diretor do Instituto de Virologia Humana da Divisão de Ciência Básica do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Co-descobridor do vírus da Aids, juntamente com o francês Luc Montagnier, 74 anos, Gallo pensou que fora convidado para falar de ciência e Aids, mas seus entrevistadores insistiram em questioná-lo sobre política e Bush, com exceção do neurovirologista mexicano Roberto Trujillo. Um exemplo foi a intervenção do infectologista Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, que participou com uma intervenção gravada. Considerado uma das maiores autoridades do país no tratamento da Aids, Rosenthal afirmou que a pesquisa sobre Aids progrediu graças a verbas de países do Terceiro Mundo e de universidades e fundações. Segundo ele, a indústria farmacêutica desenvolve medicamentos com essas verbas públicas e filantrópicas, mas se recusa a baixar os preços dos remédios para países do Terceiro Mundo. Por fim, quis saber o que Robert Gallo achava da peça de ficção que apresentou como fato científico.

Marilena Chauí, pensatriz: ela prefere ser um panfleto ambulante petista Ao contrário dos intelectuais brasileiros que temem a franqueza, o cientista norte-americano não mediu palavras para responder ao infectologista Caio Rosenthal. Gallo foi incisivo: “Para começar, não concordo com as suas premissas. A indústria farmacêutica, que eu saiba, reduziu bastante os preços para a África. (...) Precisamos nos ater aos fatos, não às críticas feitas por aí”. Depois, ensinou a Caio Rosenthal que recursos para pesquisa científica nada têm a ver com verbas para programas sociais (pois vêm de fontes diferentes de financiamento) e lembrou que Bill Gattes destinou uma “verba impressionante” para o desenvolvimento de uma vacina contra a Aids, exigindo que as indústrias envolvidas abdicassem de lucro. O dono da Microsoft doou 287 milhões de dólares para uma rede internacional de 165 pesquisadores, com o objetivo de desenvolver uma vacina contra o HIV, numa prova de que um capitalista não é necessariamente um lobo. Pacientemente, como se faz com menino de jardim da infância, Gallo ensinou a Rosenthal que a indústria farmacêutica “não é um monstro” e até participa, freqüentemente, da pesquisa básica. Ocorre que Caio Rosenthal é um cientista brasileiro e não dá importância a esse negócio de “fato”. Tudo indica que, para ele, Aids não é doença, mas ideologia. Talvez, no seu consultório, na relação médico-paciente, Rosenthal seja mesmo um infectologista, que honra o reconhecimento de que desfruta, mas suas intervenções públicas não são as de um cientista e, sim, as de um charlatão. Em outubro do ano passado, Rosenthal assinou o “manifesto de intelectuais” contra a cassação do deputado petista José Dirceu. Até aí, tudo bem. O cidadão Caio Rosenthal tem todo direito de se comportar como presidente de grêmio livre. Grave é quando o cientista Caio Rosenthal trata a própria Aids como ideólogo e não como pesquisador. Em abril deste ano, o procurador Tranvanvan Feitosa, do Ministério Público Federal no Piauí, ajuizou uma ação pedindo o fim do veto à doação de sangue por parte de homossexuais — norma estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária a partir de consensos científicos produzidos pelas autoridades de saúde. Em reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 20 de abril de 2006, o infectologista Caio Rosenthal comentou o assunto, afirmando que ser homossexual não significa maior risco de contaminação: “O conceito de grupos de risco é ultrapassado. Atualmente, as novas incidências do HIV acontecem mais entre heterossexuais e mulheres. Então eles também deveriam ser rejeitados para doação?” Ora, não é à toa que Caio Rosenthal foi chamado de mentiroso por Robert Gallo no Roda Viva, ao dizer que a indústria farmacêutica não baixou os preços dos medicamentos contra Aids. De fato, Caio Rosenthal mente ao dizer que a contaminação pelo HIV é maior entre mulheres e homens normais. (Digo normais e não heterossexuais, porque não tenho compromisso com a novilíngua esquerdista, mas com o bom senso.) Rosenthal mente com um cinismo espantoso e deveria ser punido com base no Código de Ética Médica. O que se pode esperar de um país em que uma autoridade de saúde não hesita em brincar com dados sobre uma doença letal como Aids? Todas as pesquisas científicas no mundo atestam que os homossexuais continuam sendo os grupos humanos com maior incidência de contágio pelo vírus HIV. Nos Estados Unidos, de acordo com dados oficiais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, os homossexuais foram responsáveis por 70 por cento de todos os casos de incidência de HIV e Aids notificados em 2004, mesmo representando apenas entre 5 e 7 por cento dos homens adultos e adolescentes do país. No Brasil, os dados só parecem dizer o contrário porque são manipulados impunemente para favorecer o movimento gay. Repito: desde o governo Fernando Henrique Cardoso, sobretudo a partir da gestão do economista José Serra, o Ministério da Saúde comporta-se como garoto-propaganda do movimento gay e manipula dados estatísticos para fazer de conta que os homossexuais deixaram de ser os alvos de maior incidência da Aids e da contaminação pelo HIV. Num país em que até médicos conceituados como Caio Rosenthal não hesitam em manipular dados em defesa da causa gay, o que se pode esperar de uma simples jornalista como Roseli Tardelli, diretora-responsável da Agência de Notícias da Aids, uma das incontáveis entidades sanguessugas que parasitam o vírus HIV? Bem, só se pode esperar aquele fanatismo esquerdista dos filhotes-de-chauí (crias mentais das Marilenas), como o que fica explícito numa das perguntas que joranalista Roseli Tardelli fez ao cientista Robert Gallo no Roda Viva: “A cada minuto, uma criança morre com Aids no mundo. Será que a Aids não está no mundo para mudar um pouco esta lógica do sistema capitalista, inclusive a lógica das patentes que o senhor sutilmente acaba defendendo?” Pelas barbas de São Marx! O HIV é o Vírus Redentor da Religião Gay, anunciando a Nova Era socialista. Homens e mulheres heterossexuais “deste país”: aproveitai para viver seus últimos dias de normalidade sexual! No próximo governo Lula, a “homofobia” não será apenas crime, mas pecado mortal — e estareis condenados ao fogo do inferno, entre choro e ranger de dentes.

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